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Sobre o luto: A dor da perda nunca passa, mas é possível encontrar um lugar no coração para ela

Todo mundo já passou ou vai passar pelo processo de luto em algum momento da vida. O que fazer com a dor da perda e como transformar a saudade triste em memória boa são os maiores desafios dos enlutados
O ponto principal, no caso dos enlutados, é buscar mudar as crenças falsas ou equivocadas sobre a morte, como a culpa. Crédito da foto: Pixel2013/Pixabay

Já faz quinze anos que Alice Davanço Quadrado perdeu a filha Eliana em um acidente de moto. O primeiro ano após a morte da filha, que tinha 25 anos, foi o mais longo e pesaroso. Foi nesse período, em que se sentiu muito sozinha, que ela decidiu montar um grupo de apoio com outros pais em luto, ou enlutados em geral, para ter um espaço de troca de experiência.

O grupo Casulo foi criado em 2001 e, desde então, oferece esse espaço voluntariamente para quem precisa de amparo. Outra forma de lidar com a dor foi através da escrita. A pedagoga sempre gostou de escrever e mantinha seus diários. “Um dia, meu terapeuta sugeriu que eu passasse a limpo o que tinha escrito sobre ela. E meu filho, que é jornalista, me incentivou a publicá-lo”, conta Alice, autora de “O Perfume de Eliana”.

Terapia, grupo de apoio, livro – foram muitas as armas de Alice para se proteger da sensação aterradora provocada pela ausência da filha. “Cada um tem sua forma de lidar, mas é importante aumentar sua rede de apoio”, diz, com a experiência de quem não só viveu, mas abraçou muitas mães em luto na década e meia de Grupo Casulo. E a dor, avisa Alice, nunca passa. “Você só tem que arranjar um lugarzinho no coração para ela”.

Falar sobre a dor, encarar a morte, viver o luto. Essas ações são todas ainda muito tímidas no Brasil, mas esse cenário vem mudando. Quando estava em busca de um tema para seu doutorado, no início dos anos 90, a psicóloga Maria Helena Franco andava intrigada com casos de mortes de entes que ocorriam na sequência: como o infarto que matou o poeta Carlos Drummond de Andrade apenas doze dias após a morte de sua filha, Maria Julieta, que morreu de câncer. “O que leva as pessoas a morrerem logo após a morte de uma pessoa próxima?”, questionou-se na época.

Pensando nisso, mergulhou na literatura estrangeira (não havia muita coisa sobre o tema no Brasil), fez as malas, partiu para a Inglaterra e, uma vez lá, descobriu um universo muito maior: o processo do luto. Quando voltou, não queria que sua tese fosse mais uma arquivada nas prateleiras da universidade. Tomou a frente na criação do Laboratório de Estudos sobre o Luto (LELu), um espaço de estudos e atendimento clínico dentro da PUC-SP.“No começo, tivemos que divulgar muito e pedir que nos enviassem pacientes”, recorda. “Hoje, sempre há fila de espera”. Dois anos depois, na ânsia de querer fazer mais, criou o 4Estações, uma clínica particular especializada em perda e luto, com mais cinco psicólogas (hoje são quatro sócias). Maria Helena é uma das pioneiras nos tratos e tratamentos do luto. E confirma: estamos aprendendo a falar mais sobre o tema.

Tanto que grupos como o Casulo brotaram nos últimos vinte anos. Alice, que foi buscar referência em Portugal para criá-lo, fica feliz em ver que sua semente germinou. Um desses grupos, criado em 2014, propõe já em seu nome um desafio a todos: Vamos falar sobre o luto? O grupo é formado por sete amigas que decidiram compartilhar suas experiências entre si e com mais e mais gente (leia mais sobre o grupo aqui).

Capa e contracapa do livro de Alice. Crédito: Divulgação

O luto na psicoterapia

Carlos Eduardo Thomaz da Silva, psicólogo de Campinas, não gosta da palavra perda. Ele tenta, com seus pacientes, mudar o conceito a partir da escolha certa das palavras. “Eu prefiro dizer que a pessoa deixa de estar presente, deixa-se de conviver com ela, mas não se perde tudo aquilo que se viveu com ela”, explica. Sua forma de atuar com enlutados, lapidada em dez anos de estudos nos Estados Unidos, incluindo uma passagem pela Universidade da Califórnia (UCLA), onde fez seu PhD, é através da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC).

Enquanto trabalha o comportamento e as emoções do paciente diante da fatalidade, ele atua também no campo da cognição, ou seja, na forma de ver e entender o mundo. O ponto principal, no caso dos enlutados, é buscar mudar as crenças falsas ou equivocadas sobre a morte, como a culpa – um sentimento que quase todos vivenciam – ou as frases de consolo espiritual que, muitas vezes, podem atrapalhar a pessoa a seguir adiante.

O psicólogo do Instituto de Psicologia Médica e Luto lembra que nem todos que perdem (ou que deixam de viver com) alguém precisam necessariamente de um processo de terapia.“É preciso, primeiro, diferenciar luto de luto complicado. Toda morte é um trauma pela impossibilidade de comunicação entre o vivo e o morto, é um processo de como reorganizar a vida sem essa pessoa”, diz.

A grande maioria, entretanto, consegue levantar da cama e seguir com suas atividades rotineiras após um tempo de enclausuramento. Carlos Eduardo estima que dois meses é o tempo médio no qual a pessoa fica inerte e triste a maior parte do tempo. “Passado esse período, se ela começa a apresentar características depressivas, de ansiedade, e não dá conta de retomar suas atividades rotineiras, pode ser aconselhável uma terapia”.

Um estudo alemão feito em 2009 com 2.500 pessoas revela que somente 7% dos casos são complicados. Especialistas do Centro de Luto Complicado, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, jogam esse número para cima: entre 10% e 15%.

Em um estudo recente feito pelo Centro da Columbia, notou-se que o processo se complica quando se trata de gente mais velha (com mais de 65), que já se despediu de muitos ao longo da vida e está face a face com sua própria finitude; de pessoas que perderam alguém devido a mortes trágicas e repentinas; dos que enterraram parceiros e filhos e, por fim, de quem já tinha quadros de depressão, ansiedade ou de abuso de substâncias.

Os sintomas de luto complicado usados como parâmetros por esses pesquisadores são a durabilidade do sofrimento (de seis meses a um ano, ou mais), o excesso de pensamentos preocupantes e a inabilidade em aceitar a perda e de imaginar um futuro sem o outro.

“Os parâmetros são importantes, mas é preciso olhar caso a caso e analisar as possibilidades de complicação: quais os fatores de risco? Tem família que o acolhe? Em que condição se deu a morte? Só com o quadro detalhado é possível fechar o diagnóstico de luto complicado. E, para cada um, será necessário um tempo diferente de tratamento”, explica Maria Helena, que faz parte de um grupo internacional de acadêmicos que estudam o assunto. A especialista, através do LELu ou do 4Estações, já esteve à frente de casos de grandes tragédias, como a explosão no Osasco Plaza Shopping, em 1996, e na queda do avião da TAM, no mesmo ano.

No Brasil, não existe um programa focado em Terapia do Luto na rede pública, mas muitas universidades oferecem o tratamento gratuitamente, caso do próprio LELu. Os grupos de autoajuda, como o Casulo e o Vamos Falar Sobre o Luto?, embora não tocados por profissionais, também acolhem de forma gratuita. “Esses grupos são maravilhosos! Nós, psicólogos e psiquiatras, não daríamos conta de fazer todo o trabalho”, diz Carlos Eduardo, que orienta voluntários de grupos como esses em Campinas.


Como ajudar

Para quem está próximo de alguém em sofrimento pela perda, Maria Helena recomenda uma dica simples: ouvir é sempre melhor que falar.

“Não diga a ele o que é melhor fazer, não incentive grandes mudanças nos dois ou três primeiros meses após a morte, como vender a casa ou desfazer o quarto do falecido, e evite frases de consolo clichés, como ‘Deus chamou’”, recomenda.

Ajudar a pessoa a resolver pequenas coisas burocráticas do dia a dia já faz com que ela consiga dar os primeiros passos para sair do casulo. E saber que nada vai ser resolver de forma mágica. “O luto é a outra face do amor: só sofre com a morte de uma pessoa quem amou essa pessoa. Por isso dói tanto. E não é um evento que passa logo, é um processo.

Será necessário viver muita coisa, amargar lembranças, realocar memórias, até encontrar o lugar que essa pessoa vai ocupar na vida de quem ficou”, diz Maria Helena. Porque o fim de uma vida é também o recomeço para quem fica – longo, pesaroso e excruciante. Mas, ainda assim, um recomeço.


Na Ditadura. E quando não há corpo para realizar o luto?

É preciso olhar o corpo do morto, fazer o ritual de despedida, ir ao velório e, se possível, ao enterro. É preciso dizer adeus e entender que aquela vida se encerrou ali. Do contrário, como se inicia o processo de luto? A psicanalista gaúcha Bárbara Conte, da Sigmund Freud Associação Psicanalítica, vivenciou, como profissional, histórias de vítimas da ditadura militar brasileira que, até hoje, mais de 30 anos depois, alimentam uma pequena esperança de reencontrar o parente, dado como desaparecido.

Como realizar o luto quando não há corpo, quando não há atestado óbito? Como reconhecer que se perdeu alguém se o corpo não está ali”, questiona a psicóloga, que esteve à frente do projeto Clínicas do Testemunho, no qual, durante dois anos, 55 pessoas vítimas da ditadura foram atendidas em Porto Alegre (o projeto também aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife).

O projeto foi criado pela Comissão da Anistia (do Ministério da Justiça) como forma de proporcionar a reparação psíquica para os que sofreram com a prisão, tortura, exílio e morte de pessoas próximas durante os anos de chumbo. Além de atender as vítimas e parentes delas em atendimentos individualizados e em grupo, o projeto teve mais dois braços: conversas públicas em espaços como universidades (“Os jovens não fazem ideia do que aconteceu na ditadura”, constatou Bárbara) e insumos como livros e vídeos com o registro das Clínicas.

Para trabalhar com aqueles que têm parentes, parceiros e amigos tidos como desaparecidos até hoje foi preciso, antes, trabalhar o reconhecimento da perda. E, assim, aos poucos vivenciar o luto. “Quando este não é efetivado, não se vive o presente nem se dá margem para a chegada do futuro. Vive-se preso ao passado”.


Um livro para crianças que fala sobre a morte?

“Meu avô foi a segunda pessoa importante que eu perdi. A primeira foi minha prima Cíntia, um ano mais nova que eu, vítima de uma leucemia implacável aos 19 anos. Até esses dois, morte era uma coisa distante para mim, algo que só acontecia com bisavós e primos de terceiro grau dos meus pais. Mais de dez anos após a morte do meu avô, tive uma crise repentina de choro e de muita saudade.

Para me acalmar, decidi escrever as minhas memórias sobre a infância que tive com ele. Como o texto ficou bonitinho, mandei para uma amiga que trabalhava numa editora de livros e lhe questionei: é para crianças? Ela disse que sim e abraçou o projeto. E assim lancei meu primeiro livro, o infantil “A Horta do Vovô Manduca” (Lafonte) – porque de tudo o que eu mais gostava do meu avô, João Manduca, sua horta e sua alfaiataria eram as minhas favoritas. Só que, no final do livro, como na vida real, o vovô morre.

E, uma vez lançado, passei a ser bombardeada por mães, algumas amigas minhas, sobre a necessidade de “tocar nesse assunto” com os pequenos. Um dia, numa apresentação em uma escola, a pergunta veio à tona de novo. E eu respondi: é um livro sobre a vida, e não sobre a morte, afinal uma é parte da outra, e, como tal, deve ser falada, discutida, revelada desde cedo.

Como esconder a única certeza que temos? No final das contas, percebi que as crianças lidavam melhor com o assunto que os adultos. Se falar do meu avô num livro foi a minha forma de concretizar o luto, dividir a história dele com as crianças, ainda que romanceada, é uma forma de eternizá-lo. A história da gente é o nosso legado mais perene.”

*Débora Rubin, jornalista e autora de “A Horta do Vovô Manduca” (Lafonte)

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Monique Oliveira

28 Comments

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  • Interessante sob ambos aspectos: aos adultos, a primeira parte do artigo; às crianças, a introdução da realidade da morte à criança como parte do processo contido no nascer, crescer e morrer – vida.
    Com certeza, a ausência duma pessoa querida deixa sim uma condição de luto que precisa ser vivida. Não há dizer como ou não vivê-la. É de cada um esse sentimento de perda que, concordo, fica indefinidamente com a pessoa. Entendo todavia que é possível uma nova relação. Esta deve todavia perceber maturidade no outro sobre a delicada situação que é a do enlutado(a), há que haver um sentir de que pode a pessoa viver a perda do outro e ao mesmo tempo viver outra relação: uma não elimina a outra, mas é diferente.
    Entendo também que as crianças devem entender a verdade sobre a vida e a morte. Precisam ver o nascer, viver e morrer dos animais, assim como também o processo de nascimento, vida e morte dos homens. A Débora foi feliz em seu livro ao nele incluir seu avô. Este aspecto por si só dá à criança um entendimento maior da vida, haja visto que ela se vê na forma em que se encontra, vê os avós seus pais com suas diferenças, todo um cenário provocador de perguntas típicas da criança que a levará a um processo maior de maturidade a respeito. Concordo, por vezes a criança atinge maturidade melhor e maior que a de muitos adultos.
    Fica aí meu parecer com um beijo para a Débora.

  • E uma dor que parece que nao vai passar nunca mais e cada dia a saudade so aumenta ,fora a culpa e tanta cousa ,tantos sentimentos. ..

  • Tou vivendo esse sofrimento eu e meu netinho de 8 anos ele mudou o comportamento ficou rebelde acorda na noite chamado pelo pai fala o dia todo no pai e um sofrimento so eu sou a mae dofalecido perdie o animo de viver

  • Perdi minha Mãe a 7 meses e minhas filhas , uma de 10 anos e a outra de 8 anos eram muito agarradas com ela, eetem sido muito difícil para nós superar essa perda. Minha Mãe era nossa base e hoje não a ter está sendo difícil. Minha filha mas velha escreveu uma música em homenagem a vovó e sempre que tem saudades ela canta. Não gravou,só escreveu no papelde caderno e guarda com ela.

  • Do pouco que li aqui foi bom para me ajudar a encarar melhor as perdas.Que teem sido constanres.Parecw que não esta dando tempo de recuperar de uma e vem outra logo em cima.Foram perdas que me tiraram do rumo.E acho que o que mais me assusta é reconhecer a

  • Perdi meu pai a 7 meses. Era muito ligado a ele. É um buraco que nunca se fecha. Tenho o apoio de esposa e de amigos mas, é muito difícil.

  • Perdi meu filho único há 1 ano e 5 meses, ele estava com 14 anos na época.

    Cuidei do velório, o livrinho, as fotos, as músicas da missa. Mas depois entrei em profunda depressão. Ele não estava doente, foi um desafio / jogo da Internet. O espiritismo tem me ajudado, mas em alguns momentos revivo tudo e dá a impressão que tudo acabou de acontecer.

  • Perdi meu filho há 1ano e 11 meses, um rapaz de 24 anos ,suicídio sem motvos aparentes.Deixou um filho de 4 anos. Cuidei de tudo e só. Depois de15 dias que comecei a realmente perceber tudo o que havia acontecido.Doi muito é um vazio muito grande sem explicação apenas a fé que sustenta.

    • Olá Mara…. Passei pelo mesmo em Novembro de 2014. O meu filho tinha 20 anos. Sem motivo aparente …. rapaz bonito, saudável e inteligente ….. a minha vida não foi mais a mesma …. é tudo tão dificil para mim ….. porquê, porquê, meu Deus porquê?? ….. Deixo um grande abraço de mãe para mãe <3

  • Perdi meu filho d 6anos ta com 8 meses cada dia q passa ta e pior pra mim.sofro pq passamos 13dias sofrendo nos hospital q so dizia q era infecção. No dia q meu filho faleceu foi o pior dia vi ele morrer sofrer d dor i nao pude fazer nada.ta dificil lembro todos os dias nem consigo durmi. I nao qero q ninguém toca no assunto, nao consigo olhar as fotos.mi ajudem

    • Maria, busque ajuda profissional ou algum grupo de ajuda. Tente o Grupo Casulo ou veja se na sua cidade há algum serviço público com psicólogos voluntários. Muitas faculdades oferecem esse serviço de graça! Se quiser, posso tentar a achar um para você. Não sofra sozinha, compartilhe sua dor.
      um beijo no seu coração

  • Perdi meu filho de 7 anos dia 12/10/2015 dia das crianças e de Nossa Senhora Aparecida, um motorista bêbado, atropelou meu filho em frente de casa, ele fugiu se entregou depois de uma semana, para fugir do flagrante, ficou preso até dezembro, mas ficou por que estava com mandato de prisão por pensão alimentícia, pagaram a pensão ele está solto, pior que mora perto da minha casa.
    Tenho outro filho de 12 anos, mas a dor é insuportável, é como se estivesse pela metade, a dor é imensa

  • Perdi minha mãe e amiga que convivi por 42 anos, está sendo muito duro a separação. Sofro muito com momentos de felicidade que compartilhamos juntos e que nunca mais vai acontecer,. A saudade é como maré ora branda e suave e por momentos sobe e torna sufocante, a for da saudade, faz doer o coração, dá um nó na garganta, nos faz chorar. Infelizmente é a lei da vida. Mais eu acho que as mães nunca deveriam morrer

  • Imagino seu sofrer. Procure apoio junto a um profissional, um psicólogo, um médico que você conheça, um grupo de mães no face. Não fique sozinha nesta dor. Procure.. Terá alguém pra te amparar e dar o carinho que tanto vc precisa. Fique com Deus!

  • A dois anos perdi meu filho Fábio em um acidente com moto me senti muito afetada perdi meu chão. Durante os 6 primeiro meses consegui manter uma falsa tranquilidade pois tinha que confortar os irmaos deles o pai.E eu? Que me amparava? Explodi numa crise que nao consigo sair a um ano e meio venho fazendo tratamento psicológico e psiquiátrico mais ainda pouca coisa mudou nesse tipo todo estou sem trabalhar.ja apresentei bipolaridade com pulsões de vários tipos :dupla personalidade anti social escondendo das pessoas até mesmo dos filhos costumo dizer que tinha 5 filhos agora digo que tenho 4 filhos e uma estrela.sou pedagoga.mais penso que me saia melhor como mãe. Se puderem e ajudar agradeço minha história é grande não dá pra.continuar em um email

    • Perdi um filho tbm chamado Fabio com 21 anos em um acidente de moto ficou no hospital por 29 dias e desencarnou. tenho uma mãe com osteomielite praticamente crônica já que fez 14 cirurgia e é desde que nasci ela ja tinha. Meu marido ja era bipolar agora meio que piorou um pouco .fiquei com uma filha que tem 31 anos e é casada e tem um filho do primeiro casamento. Enfim minha vida mesmo depois do ocorrido não me deu folga mais sabe Marileide Queroz de Souza a fiquei tbm um pouco hibernando como eu digo a saída que encontrei foi procurar me o culpar vou para casa de minha mãe ajudo ja que sou filha única e o restante me o culpo o máximo que eu posso para quando chegar a hora de dormir não pensar, leio muito tbm. mais para mim sempre vai ser como se fosse hoje e não é fácil ele ia se formar em direito e ficaria noivo no mês de seu falecimento sei que não é fácil mais espero ter ajudado vc como muita gente me ajudou . olha nos a penas devolvemos para DEUS o que ele nos confiou em deixar cuidando mesmo que seja por pouco tempo, mais não se esqueça era dele e não nosso temos que devolver quando ele pedir ou quando ele chamar fique com Deus e muita pais no seu coração.
      Angela…..

  • Perdi meu filho com 21 anos covardemente assassinado e a 07 meses eu deixei de sorrir , a minha vida mudou totalmente era o meu primogênito meu amigo… Tomo remédios TDs as noites pra dormi… Não consigo aceitar e nem entender porque com o meu filho. DOI tanto que tem horas que parece que vou morrer de tanta saudade e falta que ele me faz… Nunca mais serei a mesma,mesmo ele me deixando um lindo neto que só tinha 4 dias de vida quando ele se foi.
    Porque e praque? Pergunto a Deus TDs os dias…

  • É gratificante saber que tem gente focada em desmembrar essa dura realidade unindo e ajudando a passar pelo processo talvez mais doloroso que todos hão de passar . também perdi meu pai e a leitura me ajufou muito curso psicologia e quero ajudar também o próximo assim como fui ajudada

  • Perdi meu marido há três meses… saiu para passar com nossa cachorrinha e não voltou para casa, foi atropelado por uma moto em frente de casa. Foram e são dias difíceis… não sei quanto tempo durará essa dor… gostaria de ter um grupo de apoio próximo para ajudar. Espero que esses grupos aumentem para que mais pessoas possam se beneficiar do trabalho realizado.

  • Meu esposo faleceu no dia 24 de abril de 2014, foi uma dor insuperável que não passa nunca, a cada dia a saudade e a falta aumenta mais. Algumas pessoas me falavam que após um ano essa dor passaria. Mais não passou sinto a dor da perda como se tivesse acontecido naquele momento, choro muito e ainda não consegui viver como antes, porque não sinto que meus sonhos ressuscitaram o meu desejo de sair passear me divertir. Pois nada e mais como antes. Meus filhos também sofrem muito eram muito apegados ao pai eles se amavam muito eram como amiguinhos, eles viviam uns para outro, um excelente esposa e o melhor pai, ele tinha um prazer enorme em demonstrar o amor e o carinho que tinha pelos filhos mesmo eles já sendo adultos. Ta muito difícil continuar sem a presença dele, as vezes eu penso que estou sonhando e que vou acordar e ele vai estar comigo, mais aí quando a ficha cai vem a dor da saudade a vontade de ver, nossa e muito muito difícil, quem nunca perdeu quem ama não sabe e não consegue imaginar como e difícil de continuar sem aquela pessoa meu Deus como dói como e difícil, muitos dizem que um dia essa dor passa mais eu acredito que não, temos que aprender a conviver com ela, porque jamais seremos a mesma pessoa.

  • Sinto muitíssimo por sua dor e pela falta de seu marido…perdi o meu di 31/5/15 nunca mais voltei a vida normal e choro tds os dias de sds, nos conhecemos criança e vivemos 20 anos juntos….que Deus venha nos ajudar

  • Perdi meu filho único, de 16 anos, há 1 ano. É uma saudade indescritível. Penso nele o dia inteiro, para onde foi, se está bem, que caminho está trilhando. Também converso muito com ele e tenho a certeza de que, em alguma hora, ele vai me responder. Sonho com o dia do reencontro, onde novamente nos abraçaremos e diremos um ao outro: Eu te amo!

  • DEUS deu me um Anjo para criar meu neto LUCAS mas aos 25 anos tive de devolve lo a DEUS num fatídico acidente de moto um filho maravilhoso um amigo de todos muito leal e o melhor neto que eu tive a sorte de conviver .Só não me desespero porque sei que um dia estaremos juntos novamente .5 meses sem vc Lucas e a saudade dilacera meu coração .Te amarei sempre meu menino querido .

  • Perdir Meu Irmão em Hum acidente de Moto, vai fazer 3 Meses Eu O Amava Muito ,choro todas As Noites lembrando da Última vez que vir seu ultimo sorriso

    • Também perdi o meu (único) da mesma forma e hoje passados dois anos e meio, a dor continua tão grande que parece que o próprio cérebro procura de alguma forma diminui-la, também chorava todas as noites no primeiro ano, acordar de madrugada era desesperador, pois a primeira imagem que vinha era de uma foto dele sorrindo. Sem contar que sonhar com ele, acordar e ver a realidade que ele não está mais aqui é brutal demais. Passado esse tempo você consegue apenas melhorar, mas o ente amado que se foi, sempre será a última coisa lembrada antes de dormir e a primeira ao acordar. Espero que você esteja melhor.